
Milhares, talvez milhões de imagens de Obama na Internet; escolhi esta pela importância que a famosa telinha teve nas eleições norte americanas e principalmente na vitória de Barack Obama.
Sua primeira dura batalha foi contra Hillary Clinton nas primárias do Partido Democrata. Lá já se configurou a importância da Internet, principalmente no sistema de arrecadação entre as duas candidaturas. Hillary optou pelo processo tradicional de grandes contribuintes enquanto que Obama já havia iniciado seu sistema de aceitar doações populares e pequenas via Internet. Vejam que se tratava de uma luta envolvendo ineditismo em ambas as candidaturas: a primeira mulher contra o primeiro negro que postulavam a presidência dos Estados Unidos, mas a rede ficou com Obama.
Obama, entretanto, tinha tido seu momento “contra Severino Cavalcanti” numa atitude extremamente corajosa. O discurso feito às vésperas da invasão ao Iraque, quando a maioria das lideranças democratas embarcava no belicismo de Bush, mais uma vez com medo de ser prejudicada eleitoralmente com o rótulo de “suave com os terroristas”. Num momento em que mais de 70% da população americana apoiava a guerra, Obama expressou o ponto de vista dominante no resto do planeta: a guerra era imoral e injustificada.
Cabe aqui assinalar algumas iniciativas de Obama como parlamentar para desmascarar uma das últimas tentativas da mídia tradicional de que ele era um político inexperiente. A trajetória de Obama no Senado Federal revela um legislador cuidadoso e preocupado com a efetividade de seus projetos nas grandes questões da atualidade.
1) Lei que regulamenta o financiamento e os procedimentos para a eliminação de armas nucleares e convencionais;
2) Lei que especifica punições para fraudes eleitorais e intimidação de eleitores, problema crônico nos EUA, especialmente nas regiões pobres e negras;
3) Legislação que cria uma comissão para fiscalizar a ética no Congresso, com amplos atributos para investigar e punir subornos ou atividades ilegais de lobistas;
4) Lei que, pela primeira vez, dirigiu a atenção do Senado para a gripe aviária e balizou a pesquisa e formas de combate-la;
5) Lei que regulamentou os planos de saúde para veteranos de guerra, incluído o tratamento dos distúrbios pós-traumáticos;
6) Legislação que proíbe a FEMA (agência encarregada das emergências) de contratar empresas sem licitação, prática escandalosamente comum, de New Orleans a Bagdá;
7) Legislação que cria um banco de dados público, na internet, com os gastos do governo federal;
8) Lei – também elogiada por especialistas – que regulamenta os processos judiciais contra médicos e hospitais, sem tirar os direitos dos pacientes vítimas de abuso real;
9) Legislação que regulamenta os gastos de governantes com viagens;
10) Lei que limita severamente a atividade de lobistas no Congresso;
11) Lei que proíbe e regulamenta a punição por práticas enganosas nas eleições federais;
12) Legislação que aumenta a segurança nas atividades das indústrias químicas;
13) Lei que torna ilegal a venda de dados pessoais por companhias que elaboram o imposto de renda de terceiros;
14) Adendo intitulado “Iraq War De-Escalation Act”, que reduz o número de tropas e estabelece prazos para a saída dos americanos do Iraque.
(relação retirada do Blog http://politicanadaimparcial.blogspot.com/).
Assim começará a era de Barack Obama:
- Desmontando a rancorosa posição do Governo Bush de que há um “Eixo do Mal” e que contra ele o mundo deveria estar permanentemente mobilizado.
- Trabalhar politicamente pela desnuclearização dos armamentos militares no mundo
- O presidente dos Estados Unidos vai dialogar com adversários e inimigos, colocando em desuso a retórica do medo consagrada pelos Governos republicanos.