Como será que os Bandidos conseguem se eleger, nas grandes áreas metropolitanas das maiores cidades do País? Como se realiza uma pressão, chantagem que garanta um número de votos suficiente para a bandidagem?
Simples assim:
As Milícias fazem negócios com os habitantes onde mantém controle: serviços de gás, o famoso Gatonet, etc. São controladores dos já famosos Centros Sociais de Atendimento”, fazem cadastros das pessoas usuárias deste serviço.
Cadastros muito simples: Nome Completo, data de nascimento, e número de Celular. Dados singelos, que poderão ser acompanhados com declarações de privacidade e de respeito à cidadania de cada um.
Agora a operação número um, (realizada por uma única pessoa numa saleta com ar condicionado):
1- Entrar no site do TRE de um determinado estado, no meu caso, http://www.tre-rj.gov.br/
2- Acessar a Primeira Aba superior esquerda, denominada “Orientação ao Eleitor”; entrar em “Consultar o número do Título”.
Os dados exigidos são nome completo e data do nascimento. Lá colocados, o título estará revelado.
3- Entrar em “Consulta Local de Votação”, logo abaixo, na mesma aba e colocar o título, logo após preencher um pequeno código indicado pelo próprio TRE e PRONTO!
Aparecem os seguintes dados: (No meu caso foram estes).
Número do Título: 001160750337
Nome do Eleitor: RAULINO AQUINO DE BARROS OLIVEIRA
Situação: Regular Passível de Cancelamento: Não
Local de Votação: CLUBE DE REGATAS FLAMENGO
Bairro: FLAMENGO
Endereço da Seção: AV. RUI BARBOSA 170 Zona Eleitoral: 3 Número da Seção: 113 Município: RIO DE JANEIRO – RJ
Agora é só mandar um SMS ao celular do cidadão com dizeres assim:
“Você vota no Club Regatas Flamengo, Zona Eleitoral: 3, Seção113, Na av. Rui Barbosa, 170. Estamos aguardando seu voto no Candidato XXXXXXXX.
Estamos controlando vc“.
Uma das novidades deste novo processo é que todo mundo tem Celular. É assim que os bandidos e os representantes das Milícias conseguem eleger seus representantes. Não precisam mais do Velho Cabo Eleitoral, figura do velho mundo em extinção.
Agora temos os novos “Agentes de Pressão de Votos”. Na verdade, duas ou três pessoas podem ameaçar virtualmente, fingindo ter controle, o conjunto dos moradores de toda uma comunidade carente, bairros de trabalhadores, etc.
Quantos não terão medo e reagirão, votando de acordo com suas convicções?
Os Territórios usando as novas tecnologias para chantagem, com novas formas de cabrestar o voto. O Poder público tem que enfrentar as Milícias urgentemente, elas querem ser Poder e têm muito apetite.
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
As Eleições Municipais, a Internet e a Justiça.
Recebi de um grande amigo um link de um artigo publicado no site Consultor Jurídico sobre a participação dos candidatos nas eleições de outubro. O artigo se chama “Confusão Eleitoral”, veja: http://www.conjur.com.br/static/text/69817,1
Um velho ditado chinês diz diante de algum acontecimento inesperado que “Pode ser bom, pode ser mau”. Parece este o caso da Justiça brasileira diante da Internet. Em primeira mão fica bastante curioso o fato de constatarmos uma manifestação federativa de nossa Justiça; cada Tribunal Regional se pronuncia e decide de maneira isolada e “própria”. Na verdade, todos tendo a certeza que enviando um emaranhado de posições diferentes ao TSE, todos estarão beneficiados pelo prazo. Quando o órgão superior se pronunciar, as eleições já terão ocorrido e o velho impedimento conseguido. Aí surge o primeiro pepino formal: será que para cada um dos candidatos também não valerá o efeito prazo?
Digamos que sou um simples candidato a Vereador de minha cidade e passo o tempo todo, com vários personagens “fakes” identidades virtuais falsas, atacando todos os demais candidatos que podem deslocar meus votos. Faço isto em diversos sites de relacionamento e ainda crio um site de denúncias com IP na Alemanha, etc. E aí senhores juízes, o que fazer?
A Internet é a fiel depositária de todo o saber humano, com ele toda a perversidade também está lá. Não adianta tentar regulamentar o que não pode nem poderá ser regulado. A rede é a nova sociedade apontando para novas formas de comportamento ético em cada um de seus nós, ou seja, cada indivíduo digital. Sem nos esquecermos de que a Geografia tem seus dias contados nesta nova sociedade. Valerão cada dia mais as comunidades humanas, demografias que lá se manifestam e lutam por seus interesses.
Fica fortemente patético que uma Toga queira impedir o que não é possível.
Mais que patético, a dramaticidade apontada no artigo citado que compara o fato do Tribunal Eleitoral brasileiro ser o órgão responsável pelo sistema de votação e apuração mais avançados do mundo contemporâneo, eh eh. Que fazer se nossa Justiça de velho mundo só entende de regular o impedimento?
No caso das redes tecnológicas a sabedoria do velho ditado chinês vai com certeza apontar para tudo que pode ser bom na nova sociedade.
Se eu fosse advogado diria para cada cliente candidato: - “Todo Poder às Redes Tecnológicas!”.
Um velho ditado chinês diz diante de algum acontecimento inesperado que “Pode ser bom, pode ser mau”. Parece este o caso da Justiça brasileira diante da Internet. Em primeira mão fica bastante curioso o fato de constatarmos uma manifestação federativa de nossa Justiça; cada Tribunal Regional se pronuncia e decide de maneira isolada e “própria”. Na verdade, todos tendo a certeza que enviando um emaranhado de posições diferentes ao TSE, todos estarão beneficiados pelo prazo. Quando o órgão superior se pronunciar, as eleições já terão ocorrido e o velho impedimento conseguido. Aí surge o primeiro pepino formal: será que para cada um dos candidatos também não valerá o efeito prazo?
Digamos que sou um simples candidato a Vereador de minha cidade e passo o tempo todo, com vários personagens “fakes” identidades virtuais falsas, atacando todos os demais candidatos que podem deslocar meus votos. Faço isto em diversos sites de relacionamento e ainda crio um site de denúncias com IP na Alemanha, etc. E aí senhores juízes, o que fazer?
A Internet é a fiel depositária de todo o saber humano, com ele toda a perversidade também está lá. Não adianta tentar regulamentar o que não pode nem poderá ser regulado. A rede é a nova sociedade apontando para novas formas de comportamento ético em cada um de seus nós, ou seja, cada indivíduo digital. Sem nos esquecermos de que a Geografia tem seus dias contados nesta nova sociedade. Valerão cada dia mais as comunidades humanas, demografias que lá se manifestam e lutam por seus interesses.
Fica fortemente patético que uma Toga queira impedir o que não é possível.
Mais que patético, a dramaticidade apontada no artigo citado que compara o fato do Tribunal Eleitoral brasileiro ser o órgão responsável pelo sistema de votação e apuração mais avançados do mundo contemporâneo, eh eh. Que fazer se nossa Justiça de velho mundo só entende de regular o impedimento?
No caso das redes tecnológicas a sabedoria do velho ditado chinês vai com certeza apontar para tudo que pode ser bom na nova sociedade.
Se eu fosse advogado diria para cada cliente candidato: - “Todo Poder às Redes Tecnológicas!”.
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