Tão logo terminou o debate de ontem na Rede Record de Televisão entre os Candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro, entrei no computador para acompanhar a repercussão entre os internautas. Lendo a primeira notícia editada pelo Globo “On Line”, verifiquei o link para que os leitores opinassem sobre quem se saiu melhor nos debates. Achei estranho que pela primeira vez entre todas as enquetes realizadas pelo O Globo, o candidato Fernando Gabeira vinha ganhando de muito pouco na opinião dos leitores, cerca de 57% a 41%.
Rapidamente entrei na comunidade Gabeira 43 e brincando declarei: vamos acordar moçada e votar na enquete do Globo.
Hoje pela manhã, fui verificar o andamento da enquete. O número de votantes tinha subido bastante, cerca de 2100 leitores, e fiquei pasmo: Gabeira estava perdendo! 52,2% para Paes e 47,8% para Gabeira. O que estaria acontecendo? A minha primeira providência foi entrar e tentar votar novamente para ver como estava funcionando o sistema do Globo “on line”. Imediatamente o software informou: - você já opinou nesta enquete.
Ao meio dia com 3428 votantes a posição se mantinha. Claro que algo estava errado. Não era possível que tantos usuários da Internet tivessem visto o candidato Paes ter ganhado um debate em que ele teve, mais uma vez, um desempenho simplório, contra um político que a cada dia se afirma como um homem com a responsabilidade dos tempos em que vivemos.
Resolvi ligar para O Globo. Pedi para falar com o Editor Chefe do Jornal, o jornalista Paulo Motta. A secretária me disse que ele ainda não havia chegado à redação, mas que eu poderia falar com um de seus assessores.
Relatei minhas preocupações dizendo que o Site do Globo poderia estar sendo vítima de um hacker, que através de um pequeno executável, estaria gerando IPs diferentes em uma única estação de trabalho e votando seguidamente na enquete. O jornalista que me atendeu foi atencioso e me declarou que encaminharia imediatamente meu questionamento ao departamento de Tecnologia e Informática do Jornal.
Cheguei em casa às 20:30 h, corri para o computador e vi o resultado da enquete: - Quem Ganhou o Debate?
Fernando Gabeira: 76,35%
Eduardo Paes: 23,65%, num total de 3134 votantes.
O Globo corrigiu os dados! Parabéns aos jornalistas e técnicos do jornal.
O Paes a cada ação que tenta fica mais “fake” (falso, falsificado, fingido). Não vacilando em desrespeitar a imprensa e os eleitores da cidade do Rio de Janeiro, colocando seus assessores numa posição incômoda de terem de realizar movimentos ilícitos, porque quer ganhar a qualquer preço.
Mostrando postagens com marcador eleições municipais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eleições municipais. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
As Pesquisas ou a Onda?
Eu fico com a onda sem qualquer sombra de dúvida. Nem tanto porque nós os cariocas adoramos o mar, mas pela impossibilidade de tentar barrar a onda.
Na campanha de 1982, eu, um dos malfadados “Luas Pretas”, resolvi na última semana de campanha dar um pulo até a Central do Brasil para ver a chamada reta final. Levamos algum material do Miro e um megafone para agitarmos naquele tradicional ponto de passagem de milhares de cariocas, eh eh. O nosso problema era como esconder tudo que levamos. O povão desembarcava do Metrô gritando Brizola na Cabeça! Chegavam na Gare da Central e ajudados pelo eco, transformavam o ambiente numa consagração do Brizola. Ali vimos que não tinha jeito. E não teve mesmo apesar da Proconsult, Ditadura, IBOPE, etc.
Estamos na reta final desta campanha pra prefeito da Cidade do Rio de Janeiro. Deixo para a sua reflexão três vídeos de campanha da semana passada.
Na campanha de 1982, eu, um dos malfadados “Luas Pretas”, resolvi na última semana de campanha dar um pulo até a Central do Brasil para ver a chamada reta final. Levamos algum material do Miro e um megafone para agitarmos naquele tradicional ponto de passagem de milhares de cariocas, eh eh. O nosso problema era como esconder tudo que levamos. O povão desembarcava do Metrô gritando Brizola na Cabeça! Chegavam na Gare da Central e ajudados pelo eco, transformavam o ambiente numa consagração do Brizola. Ali vimos que não tinha jeito. E não teve mesmo apesar da Proconsult, Ditadura, IBOPE, etc.
Estamos na reta final desta campanha pra prefeito da Cidade do Rio de Janeiro. Deixo para a sua reflexão três vídeos de campanha da semana passada.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
As Eleições Municipais, a Internet e a Justiça.
Recebi de um grande amigo um link de um artigo publicado no site Consultor Jurídico sobre a participação dos candidatos nas eleições de outubro. O artigo se chama “Confusão Eleitoral”, veja: http://www.conjur.com.br/static/text/69817,1
Um velho ditado chinês diz diante de algum acontecimento inesperado que “Pode ser bom, pode ser mau”. Parece este o caso da Justiça brasileira diante da Internet. Em primeira mão fica bastante curioso o fato de constatarmos uma manifestação federativa de nossa Justiça; cada Tribunal Regional se pronuncia e decide de maneira isolada e “própria”. Na verdade, todos tendo a certeza que enviando um emaranhado de posições diferentes ao TSE, todos estarão beneficiados pelo prazo. Quando o órgão superior se pronunciar, as eleições já terão ocorrido e o velho impedimento conseguido. Aí surge o primeiro pepino formal: será que para cada um dos candidatos também não valerá o efeito prazo?
Digamos que sou um simples candidato a Vereador de minha cidade e passo o tempo todo, com vários personagens “fakes” identidades virtuais falsas, atacando todos os demais candidatos que podem deslocar meus votos. Faço isto em diversos sites de relacionamento e ainda crio um site de denúncias com IP na Alemanha, etc. E aí senhores juízes, o que fazer?
A Internet é a fiel depositária de todo o saber humano, com ele toda a perversidade também está lá. Não adianta tentar regulamentar o que não pode nem poderá ser regulado. A rede é a nova sociedade apontando para novas formas de comportamento ético em cada um de seus nós, ou seja, cada indivíduo digital. Sem nos esquecermos de que a Geografia tem seus dias contados nesta nova sociedade. Valerão cada dia mais as comunidades humanas, demografias que lá se manifestam e lutam por seus interesses.
Fica fortemente patético que uma Toga queira impedir o que não é possível.
Mais que patético, a dramaticidade apontada no artigo citado que compara o fato do Tribunal Eleitoral brasileiro ser o órgão responsável pelo sistema de votação e apuração mais avançados do mundo contemporâneo, eh eh. Que fazer se nossa Justiça de velho mundo só entende de regular o impedimento?
No caso das redes tecnológicas a sabedoria do velho ditado chinês vai com certeza apontar para tudo que pode ser bom na nova sociedade.
Se eu fosse advogado diria para cada cliente candidato: - “Todo Poder às Redes Tecnológicas!”.
Um velho ditado chinês diz diante de algum acontecimento inesperado que “Pode ser bom, pode ser mau”. Parece este o caso da Justiça brasileira diante da Internet. Em primeira mão fica bastante curioso o fato de constatarmos uma manifestação federativa de nossa Justiça; cada Tribunal Regional se pronuncia e decide de maneira isolada e “própria”. Na verdade, todos tendo a certeza que enviando um emaranhado de posições diferentes ao TSE, todos estarão beneficiados pelo prazo. Quando o órgão superior se pronunciar, as eleições já terão ocorrido e o velho impedimento conseguido. Aí surge o primeiro pepino formal: será que para cada um dos candidatos também não valerá o efeito prazo?
Digamos que sou um simples candidato a Vereador de minha cidade e passo o tempo todo, com vários personagens “fakes” identidades virtuais falsas, atacando todos os demais candidatos que podem deslocar meus votos. Faço isto em diversos sites de relacionamento e ainda crio um site de denúncias com IP na Alemanha, etc. E aí senhores juízes, o que fazer?
A Internet é a fiel depositária de todo o saber humano, com ele toda a perversidade também está lá. Não adianta tentar regulamentar o que não pode nem poderá ser regulado. A rede é a nova sociedade apontando para novas formas de comportamento ético em cada um de seus nós, ou seja, cada indivíduo digital. Sem nos esquecermos de que a Geografia tem seus dias contados nesta nova sociedade. Valerão cada dia mais as comunidades humanas, demografias que lá se manifestam e lutam por seus interesses.
Fica fortemente patético que uma Toga queira impedir o que não é possível.
Mais que patético, a dramaticidade apontada no artigo citado que compara o fato do Tribunal Eleitoral brasileiro ser o órgão responsável pelo sistema de votação e apuração mais avançados do mundo contemporâneo, eh eh. Que fazer se nossa Justiça de velho mundo só entende de regular o impedimento?
No caso das redes tecnológicas a sabedoria do velho ditado chinês vai com certeza apontar para tudo que pode ser bom na nova sociedade.
Se eu fosse advogado diria para cada cliente candidato: - “Todo Poder às Redes Tecnológicas!”.
Assinar:
Postagens (Atom)