sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Gabeira define bem o Governador: - É um Pré-Republicano!

Sempre bem antenado Fernando Gabeira sintetizou e definiu a submissão do Poder constituído do Governo do Estado do Rio de Janeiro ao Poder central. Para conseguir verbas e dizendo sempre que o Rio de Janeiro vem sendo relegado nos projetos de investimento do Poder central desde a fusão entre o Rio e o Estado da Guanabara, O atual Governador defende a gestão do Rio na condição de vassalagem.
Aqui uso simplesmente a Wikipédia para esclarecer as ações de Cabral: Vassalagem

A maioria dos Governos estaduais procede desta maneira em todo o Brasil. Submetem-se ao Poder central para conseguir recursos do Palácio do Planalto. Está aqui indicada a doença de nossa Federação. Uma Federação submetida às esmolas que a Presidência irá distribuir durante sua gestão do país. E Lula é um mestre na arte de usar o Poder Central para submeter Governadores e autarquias estaduais ao esquema de abrir e fechar as torneiras de liberação de recursos.
Os governadores se transformam em suseranos quando se relacionam com os Prefeitos de seus Municípios; querem vassalagem. E assim sucessivamente até ao mais humilde servidor público.
Estranho é que o Rio de Janeiro engrosse esta sinistra estatística, tendo participado na História recente de forma republicana em muitos episódios de luta pelas liberdades no país. Fico imaginado se não seria a composição de nossa força de trabalho. Uma significativa massa de servidores públicos, amanuenses espalhados por todos os cantos sem qualquer capacidade de empreender. Tudo isto somado ao Projeto de abandono da Educação Pública para garantir fortes contingentes de vassalos na vida de nosso Estado.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Educação Pública e as Novas Tecnologias da Informação

Este é um tema completamente em aberto nos dias atuais. Muitos já percebem que não é mais possível se continuar tentando educar as crianças e os jovens baseados no processo conhecido como “cuspe e giz”. O termo é forte, mas chama a atenção informando que não basta mais um educador em frente a algumas dezenas de alunos falando e fazendo considerações mais significativas em uma lousa.
Muito tem se tentado com a chamada Educação à Distância(EAD), usando os dispositivos que a Informática oferece para que os alunos possam ter material educacional e orientações, bem como exercícios através de meios virtuais, oferecendo conteúdos pela Internet. Na verdade tais tentativas são incipientes e não atacam o cerne do problema, porque tal método não usa a COLABORAÇÃO, uma das grandes possibilidades oferecidas pelas redes tecnológicas. Principalmente quando se trata de Educação Pública.
O primeiro ato que a educação precisa resolver em todos os seus estágios é retirar o tablado que coloca o professor sempre um pouco acima dos seus alunos. O “ Magister dixit” precisa acabar o mais rapidamente possível. Isto quer dizer que a Revolução Tecnológica e Científica oferece oportunidades de quebrar os centros de autoridade que norteiam todo o processo educacional vigente. Apreender nas redes é viver com as redes todos os processos de conhecimento. O aluno passa a ser parceiro de outros alunos que interagem em busca de novos saberes.
Será preciso quebrar a arrogância dos Doutores e suas especialidades. A especialidade é um processo de conhecimento próprio de uma sociedade que está desaparecendo. O Capitalismo Industrial precisou do Taylorismo e suas pirâmides de comando e controle para gerir a produção fabril. Hoje já é lugar comum dizermos que as sociedades das chaminés e dos chãos de fábricas estão em agonia. As escolas e as Universidades ainda são organizadas em função da especialidade e da hierarquia de saberes que entram em contradição com as propostas da nova sociedade chamada do conhecimento.
Não existem projetos prontos para a configuração de um novo aprendizado deste tipo. O atual Governo do Estado do Rio de Janeiro tenta colocar a inovação na ordem do dia distribuindo NoteBooks para os professores da rede pública. Entretanto não possui um planejamento de valorização e capacitação que modifique a maneira dos professores apreenderem e lecionarem com uso da Internet. Muito menos como poderiam ser os transformadores das velhas salas de aula em redes distribuídas de aprendizado. A idéia mesmo do prédio como equipamento educacional fica em cheque - precisamos agora é de redes e de muita Banda Larga.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fernando Henrique ao Vivo na Internet

Será um grande momento quando na próxima teça feira. dia 14 de setembro, a Rede Mobiliza, http://www.livestream.com/redemobiliza, promoverá um debate com FHC.
Grande estadista brasileiro foi na década de 90, junto com Clinton e Gorbachov, promotor de um pacto civilizatório contra a o conceito da Guerra Fria. O presidente Fernando Henrique é um excelente polemista que tem sempre em mente que a Democracia é construída entre diferentes. Ele sabe que as Guerras é que precisam de patotas entre iguais, no horror ao estrangeiro.
Nós queremos que este conceito do estranho acabe no mundo. E as redes estão aí para romper com o conceito de fronteiras. Nelas o espacial vira um ponto e passam a contar as demografias que se constituem dentro das redes sociais.
Vejam aqui o anúncio que está na Internet. FHC e a juventude do Mobiliza aprofundando a Democracia e firmando compromissos com a Liberdade. http://bit.ly/mobfhc

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Primeiro foram sete Twits e agora um Post.

Este episódio da invasão na Receita confirma a tática deste Governo mentir sempre, inventar muito e repetir as mentiras até desmoralizar adversários.
Os petralhas mentem em qualquer assunto. Nunca trabalham com a verdade e com fatos. Usam a máquina do Estado para firmar as suas mentiras.
Quanto mais profissionais mais mentem. Os inocentes se iludem e pensam que estão junto a dirigentes que construirão o Estado Bom.
Ao Núcleo do Petismo só interessa o seu Projeto de Poder pelo Poder e pra isto ser atingido seu método é a mentira sistemática.
Não podemos parar. É preciso usar a Internet. Aqui o controle é muito difícil. Bastam as tentativas para impedir dos Estados autoritários.
É primeira eleição onde estamos usando a Internet. Aqui o segredo não pode ser Poder e a mentira se esvai com um ou dois Posts.
Na Internet a terra treme pros Petralhas. A mentira como método fica por um fio. Será aqui que conseguiremos acelerar o apodrecimento do PT.

domingo, 29 de agosto de 2010

Uma Corrida Pós Moderna

Quem ganha esta corrida aqui na terrinha de Santa Cruz? O estatismo centralizador constituído por Lula e seus parceiros, quase do tipo “Brasil Grande” ou a Revolução Tecnológica e Científica?
Na extinta União Soviética foi o Personal Computer, ironicamente denominado de PC, que acelerou o fim do Grande Partido Comunista – também chamado de PCUS. Ficou célebre a frase de Gorbachov diante das fragilidades tecnológicas do parque industrial soviético, logo depois de ganhar um IBM-PC: “Vamos perder todas as corridas e todas as guerras”.
Muito difícil perceber a força da Revolução e diversas de suas manifestações. Mais ainda para as Instituições existentes com seus valores de perenidade. Esta Revolução é muito mais rápida do que qualquer outro evento social e Histórico vivido pela humanidade.
O mais interessante é que dado ao caráter de mídia de diversas manifestações da Revolução, ela faz com que milhões de pessoas rapidamente passem a ser usuárias das novas tecnologias e seus dispositivos colocados na Internet. Assim surgem as redes sociais levando milhões a novas formas de relacionamento, entretenimento e até de projetos empresariais.
A maioria não sabe que as redes propiciadas pelas novas tecnologias são redes distribuídas, portanto sem a centralidade, diferentes, portanto de todas as formas de organização constituídas na sociedade atual que caracterizam sua existência por sistemas de comando e controle. As redes distribuídas não têm CENTRO!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

As Inquestionáveis Pesquisas

Um dos consagrados tabus da Política brasileira é de que não se pode brigar com pesquisas, mesmo tendo se evidenciado casos de manipulação durante diversos processos eleitorais, desde 1982 com a célebre manobra da PróConsult. Aqui valem exemplos nacionais e regionais.
Tenho sistematicamente solicitado ao Datafolha que me disponibilizem os nomes dos Municípios para que se possa ter uma melhor avaliação da ponderabilidade das Pesquisas para a Presidência da República. As respostas, sempre muito delicadas e imediatas, são de que providenciarão, ou de que os dados estão na versão completa em pdf que se encontra no site para download, etc. Resumo da opereta: pesquisas muito bem explicadas por diversos perfis de natureza demográfica envolvendo o mistério da concentração populacional.
Está havendo inclusive um movimento de ampliação muito significativo: de 171 para 385 Municípios entre os dados das pesquisas de 20 de agosto e de 27 de agosto. Quando eram 171, o Universo era de 2700 entrevistas, agora com 385 o total de entrevistas está acima de 10.000.
Estive com uma pesquisa nas mãos do IBOPE com 2506 entrevistas aplicadas em 173 Municípios. Tenho a relação de todos os Municípios. Fazendo uma análise somente nos Municípios do Rio de Janeiro que conheço relativamente bem, a distorção é bastante significativa. Ao ponto de Comendador Gasparian com 6478 eleitores ter o mesmo número de entrevistas que Nova Iguaçu e São Gonçalo e o dobro de entrevistas aplicadas em Duque de Caxias. Acredito que tais deformações tenham se repetido nos demais Estados.
Valeria dar uma mexida neste mafuá ou seríamos acusados de conspiradores bolorentos e cheios de mofo?

Um bom Artigo de Roberto Freire

Não ao "dedazo" de Lula

Roberto Freire/Folha de S.Paulo
Em 25/08/2010

Lula optou por uma auxiliar direta, sem projeto político ou experiência eleitoral, mas capaz de cumprir à risca suas determinações: Dilma Rousseff

Nas eleições de 1970, em pleno "milagre econômico", o partido do regime militar teve uma vitória arrasadora. Os eleitores votaram maciçamente na antiga Arena e por muito pouco o MDB, o partido de oposição criado por imposição da ditadura, não se autodissolveu. Estava em curso um projeto de "mexicanização" do país.
Na terra de Zapata e Pancho Villa, um "dedazo" do presidente da República indicava o candidato oficial e este era eleito por esmagadora maioria. E assim o Partido Revolucionário Institucional (PRI) se mantinha no poder, graças ao clientelismo, à corrupção e ao aparelhamento do Estado.
Com as devidas ressalvas, quatro décadas depois, estamos diante de situação semelhante. Um "dedazo" do presidente Lula, amparado por seus índices de popularidade e pelo prestígio popular de seu governo, ameaça transformar o maior patrimônio político da nação -o voto direto, secreto e universal- em mero ritual de legitimação da sucessão presidencial.
Sim, porque há dois anos o presidente da República abusa de todos os meios à sua disposição e de todas as pessoas sob sua influência para fazer o seu sucessor. Lula não escolheu nenhum líder petista calejado nas lutas políticas, como os petistas José Dirceu ou Antônio Palocci, que foram expelidos de seu governo por motivos éticos.
Muito menos um aliado, como o ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes, cuja legenda lhe foi negada pelo PSB a pedido do próprio presidente da República. Optou por uma auxiliar direta, sem projeto político próprio ou experiência eleitoral, mas capaz de cumprir à risca suas determinações: a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Ex-militante da VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares), Dilma nunca disputou uma eleição para chegar ao Executivo, jamais exerceu um mandato eletivo no Legislativo.
Chegou ao Palácio do Planalto por integrar a tecnoburocracia petista, na qual se destacou por coordenar com mão de ferro a equipe ministerial. Revelou-se o nome mais adequado para comandar um modelo de governo verticalizado, centralizador e dirigista-estatal.
Encarna um projeto de poder de longo prazo, alavancado pelo aparelhamento do Estado brasileiro, pela adoção de políticas sociais assistencialistas, por práticas eleitorais de clientela e alianças com velhas oligarquias.
No governo Lula, Dilma foi uma das responsáveis pela adoção de um novo tipo de intervenção do Estado na economia, graças a um pacto perverso entre o governo, com suas empresas públicas e fundos de pensão, e as grandes empreiteiras, grandes grupos exportadores e alguns bancos privados.
O risco de "mexicanização" do país tem nessa conexão entre o setor público e o grande capital monopolista sua mola-mestra, daí a origem da campanha eleitoral milionária do PT. Mas isso não para por aí. A aliança entre o PT e o PMDB, partido que controla o Congresso Nacional, é uma simbiose entre o aparelhamento do Estado e o clientelismo político, cuja inédita capilaridade alcança todos os municípios do brasileiros. É outra semelhança com o velho PRI.
O PT manipula os sindicatos, enquanto o PMDB controla a velha política municipal. Como enfrentar, então, essa ameaça?
Para enfrentar os problemas do câmbio do país, temos que desatrelar o governo dos bancos, das empreiteiras e dos oligopólios. A única maneira de evitar a "mexicanização" é a alternância de poder, ou seja, a eleição de um oposicionista para a Presidência da República.
No meu caso, apoio José Serra, um político capaz de barrar uma estratégia do presidente Lula para manter o PT no poder central pelas próximas décadas.

Roberto Freire, advogado, é presidente do PPS (Partido Popular Socialista e candidato a deputado federal por São Paulo. Foi deputado federal e senador pelo PPS-PE.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Às Favas com o PT!

Sempre que o PT acusa um golpe contra a sua Campanha ele tira da mochila alguns surrados refrões: “estamos fazendo uma Campanha limpa e séria enquanto nossos adversários vêm com baixarias”.
Outra que eles gostam muito: a privataria dos tucanos. Não vale a deles, na Oi Telemar eles liberaram mais de doze bilhões do nosso $$ do BNDES para constituir “um projeto de estatização” das Teles e reativação da TELEBRAS, (uma medida inconstitucional).
A História das FARCS e demais grupelhos de esquerda em todo o planeta são objeto de aliança dos Petralhas e muitas vezes com diversas ligações clandestinas. Achincalham as atividades diplomáticas desde que possam realizar alianças com Governos autoritários e sanguinários, mas que se autodenominam representantes da salvadora esquerda. Sempre gritando que ninguém tem provas, eh eh!
Envolvimento pesado no episódio do Mensalão com o Lula dizendo que não sabia e que depois de se informar chegou a conclusão que os recursos tirados dos cofres públicos, na verdade eram sobras dos Caixas dois de Campanhas eleitorais. Tinha que botar todos os responsáveis em cana. Quem faz Caixa dois não é transgressor Oh presidente?
Não deixam que se esclareça o assassinato do Prefeito de Sto André, Celso Daniel, na época responsável pelas finanças da Campanha do PT em 2002. Tem gente do Palácio que sabe tudo o que aconteceu.
Finalmente a mais séria e deformada manobra de todas: - porque estão fortemente envolvidos com o assistencialismo através da máquina do Estado, se dizem esquerda preocupada com o problema social. E toma de distribuir $$ para Sindicatos, ONGs, MST, e dar DAs para a militância em todo o país. A Partir daí desenvolvem toda uma propaganda de natureza fascista e imitando o derrotado Socialismo Mussoliniano, denunciam todos os políticos sérios verdadeiramente preocupados com as LIBERDADES em nosso país. Eles querem isso: O Estado Centralizado das benesses sociais contra a plena liberdade em nossa terra.
O Índio da Costa foi de grande felicidade quando cunhou a frase: ÀS FAVAS COM O PT!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Será que a Dilma Dá Azar?

Até porque não sou especialista em transmissão de energia elétrica, sempre me senti desconfortável com este sistema de transmissão nacional baseado em permuta de energia entre diferentes regiões do país. Fico com a sensação da possibilidade do efeito Dominó, onde caindo uma estação todas podem ficar comprometidas. Ao invés do princípio da redundância, ficamos a mercê de condições fora do próprio sistema. As condições climáticas passam a ter uma probabilidade maior de interferirem na transmissão até porque os pontos de transferência são muito distantes um dos outros, em sua maioria são as próprias Usinas Hidrelétricas que se colocam como interface para as necessárias transmissões da corrente.
Certa vez um técnico me explicou que tal sistema dava garantia e segurança para os Estados de São Paulo e o Rio de Janeiro. E os demais vinte cinco estados da Federação? Pois bem, ontem tivemos um apagão de dimensões continentais e nosso sistema não agüentou. Não houve redundância capaz de sustentar a transmissão de energia elétrica para o território nacional.
O site da instituição responsável pela Operação Nacional do Sistema Elétrico Nacional nem sequer cita o evento. Para eles não houve apagão, apesar de terem informado que soltariam uma Nota a respeito dos acontecimentos. O Ministro responsável diz que foram as rigorosas condições climáticas no Estado do Paraná, coisa que os Serviços de Metereologia não confirmam. A senhora Dilma continua declarando que nosso sistema de distribuição de energia elétrica é o mais seguro do mundo e alguns nerds brasileiros discutem na Internet que qualquer hacker pode comprometer facilmente o sistema porque funciona na verdade num ambiente de “queijo suíço”, (cheio de buracos para se entrar no sistema).
Triste país que se apaga durante quase quatro horas e seus dirigentes ficam com medo de procurar as causas porque em 2010 teremos eleições.