Até porque não sou especialista em transmissão de energia elétrica, sempre me senti desconfortável com este sistema de transmissão nacional baseado em permuta de energia entre diferentes regiões do país. Fico com a sensação da possibilidade do efeito Dominó, onde caindo uma estação todas podem ficar comprometidas. Ao invés do princípio da redundância, ficamos a mercê de condições fora do próprio sistema. As condições climáticas passam a ter uma probabilidade maior de interferirem na transmissão até porque os pontos de transferência são muito distantes um dos outros, em sua maioria são as próprias Usinas Hidrelétricas que se colocam como interface para as necessárias transmissões da corrente.
Certa vez um técnico me explicou que tal sistema dava garantia e segurança para os Estados de São Paulo e o Rio de Janeiro. E os demais vinte cinco estados da Federação? Pois bem, ontem tivemos um apagão de dimensões continentais e nosso sistema não agüentou. Não houve redundância capaz de sustentar a transmissão de energia elétrica para o território nacional.
O site da instituição responsável pela Operação Nacional do Sistema Elétrico Nacional nem sequer cita o evento. Para eles não houve apagão, apesar de terem informado que soltariam uma Nota a respeito dos acontecimentos. O Ministro responsável diz que foram as rigorosas condições climáticas no Estado do Paraná, coisa que os Serviços de Metereologia não confirmam. A senhora Dilma continua declarando que nosso sistema de distribuição de energia elétrica é o mais seguro do mundo e alguns nerds brasileiros discutem na Internet que qualquer hacker pode comprometer facilmente o sistema porque funciona na verdade num ambiente de “queijo suíço”, (cheio de buracos para se entrar no sistema).
Triste país que se apaga durante quase quatro horas e seus dirigentes ficam com medo de procurar as causas porque em 2010 teremos eleições.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Orçamentos, estes obscuros objetos da informação.
Na edição de ontem do Jornal O Globo havia uma matéria na página onze onde eram assinaladas as dificuldades para se achar as informações de despesas e receitas realizadas pelos órgãos públicos brasileiros. Falava-se em confusões, termos estranhos e dados incompletos. A matéria é verossímil e traduz a dificuldade que temos quando, por exemplo, queremos saber quanto foi gasto em educação num Município qualquer do Estado do Rio de Janeiro; (muito pior se quisermos saber quanto foi gasto em publicidade num determinado período). Os orçamentos brasileiros são caixas pretas com termos e dados incompreensíveis para ampla maioria dos brasileiros, e muito mal disponibilizados na Internet.
Acontece que só é segredo se não estiver na rede!
Claro que o Google revolucionou completamente a informação dentro da Internet. Seus robozinhos de busca acham qualquer informação na rede. E pronto; colocou num site vai ser encontrado se alguém fizer a busca.
Os gestores públicos brasileiros, a maioria por desconhecimento, se deixa levar pelos seus departamentos de TI. Os “informonautas” que trabalham nestes departamentos sempre querem desenvolver um sistema proprietário capaz de gerir as informações no site da instituição e então disponibilizar os dados. Em cento e um por cento dos casos, esses profissionais estão sempre declarando que o tal sistema está noventa e nove por cento pronto, mas que ainda existem alguns gargalos com a contabilidade, com auditorias, etc. e jamais aprontam o tal sistema, eh eh.
Não sabem ou fingem não saber que basta uma simples planilha Excel, um pequeno Banco de Dados, ou até mesmo um Documento em formato texto indicando o que está sendo feito, para que qualquer simples mortal entre no Google e ache o que está sendo executado.
Os já míticos dois garotos do Google fizeram a Revolução dentro da Revolução e é isto que devemos apreender e saber usar em defesa da tão decantada transparência no serviço público em nosso país.
Acontece que só é segredo se não estiver na rede!
Claro que o Google revolucionou completamente a informação dentro da Internet. Seus robozinhos de busca acham qualquer informação na rede. E pronto; colocou num site vai ser encontrado se alguém fizer a busca.
Os gestores públicos brasileiros, a maioria por desconhecimento, se deixa levar pelos seus departamentos de TI. Os “informonautas” que trabalham nestes departamentos sempre querem desenvolver um sistema proprietário capaz de gerir as informações no site da instituição e então disponibilizar os dados. Em cento e um por cento dos casos, esses profissionais estão sempre declarando que o tal sistema está noventa e nove por cento pronto, mas que ainda existem alguns gargalos com a contabilidade, com auditorias, etc. e jamais aprontam o tal sistema, eh eh.
Não sabem ou fingem não saber que basta uma simples planilha Excel, um pequeno Banco de Dados, ou até mesmo um Documento em formato texto indicando o que está sendo feito, para que qualquer simples mortal entre no Google e ache o que está sendo executado.
Os já míticos dois garotos do Google fizeram a Revolução dentro da Revolução e é isto que devemos apreender e saber usar em defesa da tão decantada transparência no serviço público em nosso país.
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